Senado 2026: Rio de Janeiro

Disputa começa a ganhar forma e cenário segue aberto.

As primeiras pesquisas para a eleição ao Senado em 2026 começam a desenhar o cenário no Rio de Janeiro. Embora ainda falte alguns meses para a eleição, os números já revelam quais nomes largam na frente e quem precisará crescer para entrar de vez na disputa.

Segundo levantamento do Paraná Pesquisas, realizado em julho de 2026, a ex-governadora Benedita da Silva (PT) aparece na liderança com 33% das intenções de voto.

Na sequência está o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos), com 25,9%, mantendo uma base eleitoral consolidada, principalmente entre o eleitorado evangélico.

Em terceiro lugar aparece o deputado federal Carlos Jordy (PL), com 12,1%, seguido por Mauro Campos (Novo), que registra 10%, enquanto Helio Secco (Missão) soma 4,9%.

Embora a liderança de Benedita pareça confortável à primeira vista, a análise política exige observar alguns fatores que vão muito além da fotografia do momento.

RJ nomes

A esquerda parte de uma base consolidada

Benedita é uma das figuras mais conhecidas da política fluminense. Ex-governadora, ex-senadora e atualmente deputada federal, possui forte identificação com o eleitorado tradicional do Partido dos Trabalhadores.

Esse reconhecimento ajuda a explicar sua vantagem inicial, especialmente em pesquisas realizadas com grande antecedência, quando muitos eleitores ainda escolhem nomes que já conhecem.

No entanto, campanhas para o Senado costumam sofrer mudanças significativas conforme o processo eleitoral avança.

A direita chega fragmentada

O principal aspecto revelado pela pesquisa é que os votos do campo conservador aparecem divididos entre diferentes candidatos.

Somando os principais nomes desse espectro político, observa-se um eleitorado expressivo distribuído entre Crivella, Carlos Jordy, Mauro Campos e Helio Secco.

Essa fragmentação beneficia quem lidera isoladamente, já que impede a concentração dos votos em um único candidato.

Caso ocorram alianças, desistências ou definição de um nome mais competitivo ao longo da campanha, o cenário pode mudar consideravelmente.

Mauro Campos aparece como novidade

Entre os candidatos apresentados, Mauro Campos representa uma novidade eleitoral.

Com 10% das intenções de voto, o pré-candidato do Partido Novo demonstra capacidade inicial de inserção mesmo possuindo um nível de conhecimento público inferior ao dos principais adversários.

Em pesquisas realizadas tão cedo, candidatos menos conhecidos costumam enfrentar maior dificuldade justamente por dependerem do crescimento da exposição durante a campanha.

Se conseguir ampliar sua visibilidade e consolidar sua imagem junto ao eleitorado liberal e conservador, poderá disputar espaço de maneira mais competitiva.

Ainda há muito caminho pela frente

É importante lembrar que pesquisas realizadas mais de um ano antes das eleições medem o momento político, não o resultado final.

Até outubro de 2026 diversos fatores podem alterar completamente o cenário:

  • definição oficial das candidaturas;
  • alianças partidárias;
  • desempenho dos governos federal e estadual;
  • debates eleitorais;
  • tempo de televisão;
  • campanhas nas redes sociais;
  • fatos políticos e econômicos.

 

Além disso, a eleição para o Senado costuma apresentar forte influência do voto útil nos meses finais da campanha.

senado 13

A pesquisa mostra uma disputa que ainda está longe de estar definida.

Benedita da Silva larga na frente graças ao alto grau de conhecimento junto ao eleitorado. Marcelo Crivella mantém um eleitorado consolidado. Carlos Jordy preserva espaço entre os conservadores. Mauro Campos surge como um nome em crescimento, enquanto Helio Secco busca ampliar sua presença.

Com mais de um ano até as urnas, o cenário ainda oferece amplo espaço para mudanças. As próximas pesquisas serão fundamentais para indicar se haverá consolidação das posições atuais ou reorganização das forças políticas no estado do Rio de Janeiro.

No momento, a principal conclusão é simples: a corrida ao Senado apenas começou.

 

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