Senado DF: Michelle Bolsonaro larga na frente

Mas esta disputa ainda reserva incógnitas.

A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal no Distrito Federal começou oficialmente a ganhar contornos mais definidos. A primeira pesquisa divulgada após o início do calendário eleitoral coloca a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na liderança da disputa, consolidando a força do eleitorado conservador na capital do país. Ao mesmo tempo, o levantamento revela uma segunda vaga completamente aberta, com diversos nomes competitivos e espaço para mudanças ao longo da campanha.

O cenário hoje é assim: Michelle lidera com folga

df

Segundo levantamento realizado pelo instituto França, divulgado pelo Poder360, Michelle Bolsonaro aparece como a principal escolha dos eleitores brasilienses para a primeira vaga ao Senado.

Na pesquisa de primeiro voto, ela registra 30% das intenções, abrindo vantagem confortável sobre a deputada federal Erika Kokay (PT), que aparece com 16,7%. Na sequência surgem outros nomes conhecidos da política local, mas ainda distantes da liderança.

O levantamento entrevistou 1.607 eleitores entre os dias 18 e 23 de junho, possui margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-06776/2026 e DF-04765/2026.

A disputa pelo segundo voto é muito mais equilibrada

Como o Distrito Federal elegerá dois senadores, o comportamento do segundo voto torna-se decisivo.

Nesse cenário, a atual senadora Leila Barros (PDT) aparece numericamente à frente para a segunda escolha do eleitor, enquanto Michelle mantém desempenho relevante também nesse quesito, indicando que parte do eleitorado pretende repetir uma composição de candidatos alinhados à direita.

Esse tipo de eleição costuma favorecer candidatos com alto grau de conhecimento público, já que muitos eleitores utilizam o segundo voto para escolher nomes conhecidos, mesmo que não sejam sua primeira preferência.

O peso político do Distrito Federal

Embora possua um eleitorado menor do que grandes estados como São Paulo ou Minas Gerais, o Distrito Federal exerce enorme influência política.

Além de sediar os três Poderes da República, Brasília concentra servidores públicos, integrantes das forças de segurança, empresários, profissionais liberais e um eleitorado altamente politizado.

Historicamente, o DF apresenta comportamento eleitoral distinto do restante do país, alternando vitórias da esquerda em eleições presidenciais com forte presença da direita em disputas proporcionais e majoritárias locais.

A força do bolsonarismo permanece

O desempenho de Michelle não parece ser um fenômeno isolado.

A mesma rodada de pesquisas mostra que a direita continua extremamente competitiva no Distrito Federal. No cenário presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nas intenções de voto, indicando um ambiente bastante polarizado.

Esse contexto ajuda a explicar por que Michelle inicia a corrida ao Senado em posição privilegiada.

Além de carregar o sobrenome Bolsonaro, ela possui forte identificação com o eleitorado evangélico, conservador e feminino, segmentos que tradicionalmente apresentam elevada taxa de fidelização.

A esquerda aposta em Erika Kokay

Do outro lado da disputa, Erika Kokay surge como principal representante do campo progressista.

Deputada federal experiente e figura tradicional da esquerda brasiliense, ela concentra parte significativa do eleitorado ligado ao PT e aos movimentos sindicais.

O desafio da parlamentar será ampliar seu alcance para além da base tradicional, especialmente em uma eleição marcada por dois votos, na qual alianças e transferências de apoio costumam ter grande influência.

Muitas variáveis ainda podem mudar o cenário

Apesar da vantagem inicial de Michelle Bolsonaro, a eleição ainda está distante.

As convenções partidárias ainda definirão oficialmente as candidaturas, novas alianças podem alterar a composição das chapas e o horário eleitoral tende a aumentar a exposição de candidatos menos conhecidos.

Além disso, disputas ao Senado frequentemente sofrem mudanças importantes ao longo da campanha, principalmente quando há duas vagas em disputa e diversos nomes competitivos.

Um dos estados mais observados da eleição

senado 13

O Senado nunca foi tão relevante.

Nos próximos anos, os senadores terão participação direta em temas como:

  • Indicações para o STF;
  • Aprovação de autoridades federais;
  • Reformas constitucionais;
  • Política fiscal;
  • Relação entre Congresso e Judiciário.

Em um cenário nacional cada vez mais polarizado, as duas vagas do DF podem ajudar a definir o equilíbrio de forças dentro da Casa.

O Distrito Federal tende a ser um dos principais termômetros da disputa nacional.

Além de eleger dois senadores, seus resultados costumam ser analisados como um reflexo do humor político da capital do país e da relação entre governo federal, Congresso Nacional e Judiciário.

Por enquanto, Michelle Bolsonaro larga em posição confortável e demonstra que mantém elevado capital eleitoral entre os brasilienses. A segunda vaga, entretanto, permanece em aberto e promete uma disputa intensa até outubro.

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