A eleição que pode definir o futuro do Paraná e do Brasil.
Muita gente ainda acredita que a eleição presidencial é a única disputa capaz de definir o rumo do país.
Mas, nos bastidores de Brasília, é o Senado que pode concentrar algumas das decisões mais importantes dos próximos anos.
Enquanto os holofotes ficam voltados para o Planalto, será no Senado que temas centrais sobre poder, instituições e equilíbrio político realmente passarão pelo voto.
É o Senado que:
– aprova ministros do STF;
– pode abrir processos de impeachment contra ministros da Suprema Corte;
– vota indicações estratégicas do governo;
– influencia diretamente o equilíbrio entre os Poderes.
E no Paraná, a disputa pelas duas vagas já começou — com um cenário extremamente competitivo.
Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, os principais nomes hoje são:
- Álvaro Dias (MDB): 39,3%
- Deltan Dallagnol (Novo): 26,1%
- Gleisi Hoffmann (PT): 25,2%
- Filipe Barros (PL): 23,6%
O cenário inicial no Paraná
Álvaro Dias largando na frente: o ex-senador aparece isolado na liderança e, neste momento, surge como o nome mais consolidado da disputa.
Com forte recall político no Paraná e décadas de presença no cenário nacional, Álvaro Dias mantém uma base eleitoral sólida e aparece como favorito para uma das vagas.
A segunda vaga está completamente aberta
Se a primeira cadeira parece mais encaminhada, a segunda virou uma verdadeira guerra eleitoral.
Deltan Dallagnol, Gleisi Hoffmann e Filipe Barros aparecem tecnicamente próximos em vários cenários testados pela pesquisa.
Isso significa que a disputa deve se transformar em um dos confrontos políticos mais intensos do país.
De um lado, nomes ligados à direita conservadora e ao bolsonarismo.
Do outro, Gleisi Hoffmann tentando manter o espaço do PT em um dos estados mais resistentes à esquerda no Brasil.
O peso do voto conservador no Paraná
A pesquisa também mostra um detalhe importante:
Somando os nomes ligados à direita e ao eleitorado conservador, o campo anti-PT segue extremamente forte no estado.
Deltan Dallagnol e Filipe Barros concentram boa parte desse eleitorado — o que pode transformar a disputa pela segunda vaga em uma batalha direta dentro da própria direita paranaense.
O Senado pode mudar o rumo do país
Muita gente ainda trata a eleição para o Senado como algo secundário.
Mas é justamente ali que serão decididos temas centrais dos próximos anos:
– indicações para tribunais superiores;
– investigações políticas;
– equilíbrio institucional;
– limites entre os Poderes;
– avanço ou freio de pautas do governo.
E em 2026, o Paraná será um dos estados mais observados do Brasil.
Porque duas cadeiras estarão em jogo.
E elas podem mudar completamente a correlação de forças em Brasília.
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